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	<title>Religião &#8211; Jornal Gazeta de Contagem</title>
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	<title>Religião &#8211; Jornal Gazeta de Contagem</title>
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		<title>Missa do Trabalhador celebra 50 anos com programação especial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[jgcb_geovani]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2026 13:58:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[No próximo dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, a partir das 8h, Contagem será palco do “Jubileu de 50]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">No próximo dia 1º de maio, Dia do Trabalhador, a partir das 8h, Contagem será palco do “Jubileu de 50 anos da Missa do Trabalhador”, uma das mais emblemáticas manifestações de fé e mobilização social do país. Realizada desde 1976, a celebração reúne milhares de fiéis na Praça da Cemig, consolidando-se como um símbolo tradicional de espiritualidade, resistência e luta por direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste marco histórico, a Secretaria Municipal de Cultura avança em uma importante frente de valorização patrimonial fazendo a atualização do inventário da Missa do Trabalhador como bem cultural imaterial do município. Essa etapa é fundamental no processo de reconhecimento oficial da celebração como Patrimônio Imaterial de Contagem, reforçando seu valor histórico, social e identitário para a cidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A programação comemorativa também ganha um reforço especial com a exposição “Fé e Resistência: 50 anos da Missa do Trabalhador”. Ela&nbsp;apresenta registros históricos e memórias que atravessam cinco décadas de devoção e mobilização popular. Em formato itinerante, a mostra amplia o acesso à história da celebração, conectando diferentes territórios e públicos ao longo do dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que um ato religioso, a Missa do Trabalhador reforça, a cada edição, seu compromisso com a dignidade humana, a justiça social e a construção de uma sociedade mais solidária. Em 2026, a celebração convida a comunidade a renovar sua fé e seu engajamento coletivo na busca por direitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um marco de fé e luta popular</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Missa do Trabalhador teve sua origem em 1976, em pleno período do regime militar brasileiro, quando o país vivia intensas mobilizações operárias. Contagem, que já havia sido protagonista na histórica greve de 1968, tornou-se cenário dessa iniciativa que uniu fé e reivindicação social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Realizada anualmente no dia 1º de maio, a celebração acontece na Praça da Cemig, no coração da Cidade Industrial. O espaço foi escolhido por sua centralidade e proximidade com a Região Episcopal, tornando-se referência para as paróquias da Arquidiocese.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos anos, a Missa reúne, em média, cerca de 6 mil participantes, entre trabalhadores, famílias e comunidades religiosas. Com uma liturgia marcada por momentos de oração, cânticos, reflexões e manifestações culturais, a celebração mantém viva a memória das lutas trabalhistas, ao mesmo tempo em que fortalece valores de solidariedade e esperança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dilson José, integrante das comunidades eclesiais de base e coordenador da Pastoral Afro-brasileira, destaca a importância do município.“Contagem foi escolhida de forma estratégica por ser uma cidade industrial, com grande presença de operários. A Praça da Cemig sempre foi um espaço simbólico de luta, manifestação e celebração, marcando datas como o 1º de maio e o 12 de outubro. Com um papel importante no processo de organização e luta dos trabalhadores. Contagem sempre foi uma cidade acolhedora. Sempre nos acolheu com carinho e com atenção. Contagem, para nós, é o berço da Missa dos Trabalhadores”, contou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exposição “Fé e Resistência”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A exposição “Fé e Resistência: 50 anos da Missa do Trabalhador” propõe um mergulho na história dessa tradição, reunindo fotografias, documentos e registros que revelam a força simbólica da celebração ao longo das décadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com caráter itinerante, a mostra percorre pontos estratégicos da região metropolitana, ampliando o alcance dessa memória coletiva e promovendo o diálogo entre cultura, fé e direitos sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A jornalista e mestranda da PUC Minas Aline Peres explica como surgiu a ideia da exposição. “Percebi que estavam chegando os 50 anos da celebração e pedi autorização à Arquidiocese para poder escrever sobre o assunto. Comecei a entrevistar as pessoas que faziam parte da história da missa e incorporei o projeto do livro ao mestrado. No processo, desenvolvi um memorial para reunir essas memórias, já que não existia um espaço específico para isso. Visitei casas, igrejas e até casas de repouso, conversei com padres, freiras, sindicalistas e integrantes de pastorais, gravei relatos em áudio e reuni fotografias, lembranças e documentos que ajudam a contar a história da Missa do Trabalhador”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Serviço</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Missa do Trabalhador(a) – 50 anos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dia: 1º de maio de 2026 (sexta-feira)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Horário: 8h</p>



<p class="wp-block-paragraph">Praça da Cemig – av. Cardeal Eugênio Pacelli, bairro Industrial</p>



<p class="wp-block-paragraph">Celebração presidida por Dom Nivaldo dos Santos Ferreira, com a presença dos padres da RENSA</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Exposição – Fé e Resistência: 50 anos da Missa do Trabalhador</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">1º de maio de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Programação:</p>



<p class="wp-block-paragraph">• 7h às 11h – Praça da Cemig/Contagem&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">• A partir de 12h – Praça Raul Soares/BH</p>



<p class="wp-block-paragraph">• A partir de 14h – Viaduto Santa Tereza/BH</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonte: SECOM PMC</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foto: Acervo Jornal Opinião</p>
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		<title>Campanha da Fraternidade 2026: &#8220;Ele veio morar entre nós&#8221; (Jo 1,14)</title>
		<link>https://jornalgazetadecontagem.com.br/campanha-da-fraternidade-2026-ele-veio-morar-entre-nos-jo-114/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jgcb_geovani]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 19:50:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[* Padre Marcio Prado A cada ano, a Igreja no Brasil nos motiva, com a Campanha da Fraternidade, a olhar,]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">* Padre Marcio Prado</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.noticiasdecontagem.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Padre-Marcio-do-Prado-300x200.jpg" alt="" class="wp-image-57208"/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A cada ano, a Igreja no Brasil nos motiva, com a Campanha da Fraternidade, a olhar, pensar e agir em alguma realidade social de nosso país. Afinal, a evangelização também se concretiza no envolvimento prático com o cotidiano da sociedade. Não devemos ser alheios aos desafios que nos afetam, pois, tudo o que a sociedade vive, de alguma maneira também nos atinge. Que tal, como cristãos, como Igreja, sermos presença de Cristo neste mundo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dia acolhemos Jesus em nosso coração, Ele nos amou, veio morar em nossas vidas e, quantas mudanças ocorreram? Passamos a nos preocupar com nossa família, amigos e com aqueles que encontrávamos ou aos quais íamos ao encontro. Nesse sentido, permitamos mais uma vez que sejamos impactados pelo amor de Deus e olhemos para a necessidade do outro.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste ano, temos o tema da &#8220;moradia&#8221;, um direito básico segundo a Constituição Brasileira, porém muito aquém do ideal. O &#8220;real&#8221; parece absurdo e inacreditável, pois embora nosso Brasil seja riquíssimo em história, tradição, terras, cultura e em fé &#8211; somos a &#8220;Terra de Santa Cruz&#8221; -, milhões de pessoas carecem de moradia, de uma habitação digna. Há necessidade de gestões que favoreçam o direito à moradia, com sensibilidade humana para ver o outro como irmão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Campanha da Fraternidade, com o lema &#8220;Ele veio morar entre nós&#8221; é um convite à conversão do coração e da mentalidade. A problemática da moradia foi vivida até pela Sagrada Família. Lembremos quando a família de Nazaré foi à sua terra e não encontrou lugar para hospedagem (Lc 2,7). No entanto, Jesus veio morar entre nós. Na verdade, o que falta ainda em nossos dias é uma conversão profunda de todos nós. Falta a acolhida de Cristo com tudo aquilo que Ele ensinou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Senhor continua a &#8220;bater à porta&#8221; dos corações, quem acolhe Cristo não se fecha para o outro, não se fecha para os desafios do mundo. O apelo que a Igreja nos faz é para acolhermos Jesus, pois quem se abre a Cristo ama, perdoa, partilha, reparte, reconcilia e é justo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o homem se abre a Cristo ele se abre aos demais seres humanos. O que Jesus mais fez foi ensinar, curar e libertar. Sim, quando o Senhor fez o que fez, em outras palavras, Ele deu dignidade a cada ser humano que encontrou, isso é ou não é atual?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">É verdade que existem iniciativas em diferentes esferas que contribuem para amenizar essa realidade. Ainda assim, os dados sociais são alarmantes e revelam desafios significativos: faltam cerca de 6 milhões de casas no país; aproximadamente 26 milhões de pessoas vivem em moradias que necessitam de melhorias; cerca de 55 milhões não têm acesso ao saneamento básico; e aproximadamente 300 mil pessoas encontram-se em situação de rua, evidenciando a necessidade de um olhar contínuo e atento para essa realidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja apontam para soluções: &#8220;Jesus veio morar entre nós&#8221;, e o apelo do Evangelho é: &#8220;Ele ainda busca morada&#8221; em cada pequenino deste mundo. Em todos aqueles que Ele fez morada, desde os primórdios até hoje, tantos santos e santas, estes entenderam e tiveram iniciativas de acolhida.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No livro dos Atos dos Apóstolos, narra-se o &#8220;efeito Jesus&#8221; na vida da Igreja Primitiva: &#8220;não havia necessitados entre eles&#8230; partilhavam seus bens&#8221; (Cf. At 4,34-35). Quando surgiu a necessidade de amparar as viúvas por conta de uma situação de injustiça, a Igreja elegeu diáconos para realizar tal assistência. O que fizeram São Vicente de Paulo, Dom Bosco e Santa Teresa de Calcutá ao se depararem com Cristo? Criaram inúmeras obras de evangelização e caridade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Evangelho é atual, a Doutrina Social da Igreja, o que a Igreja no Brasil propõe oferece caminhos de justiça e caridade. Que juntos, Igreja e poder público, você e eu, ao acolhermos o Cristo &#8220;que já mora em nós&#8221; e Seus ensinamentos, possamos dar passos para amar o próximo, preocupar-nos uns com os outros e promover a partilha e a justiça. E cá entre nós, cristãos: nosso maior ato de justiça é ofertar Jesus para as pessoas, pois com Ele tudo muda, tudo melhora!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>*Padre Marcio Prado&nbsp;é sacerdote da Comunidade Canção Nova, autor dos livros: &#8220;Entender e viver o Ano da Misericórdia&#8221; e &#8220;Via-sacra do Santuário do Pai das Misericórdias&#8221;, pela editora Canção Nova. Instagram:&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/padremarciocn/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@padremarciocn</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>A doença não é ponto final, é oportunidade de crescimento </title>
		<link>https://jornalgazetadecontagem.com.br/a-doenca-nao-e-ponto-final-e-oportunidade-de-crescimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[jgcb_geovani]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2026 21:54:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Religião]]></category>
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					<description><![CDATA[*Pe. Rafael Vitto Querido leitor, estamos recordando o dia mundial do enfermo, neste dia 11 de fevereiro. Essa data foi]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>*Pe. Rafael Vitto</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Querido leitor, estamos recordando o dia mundial do enfermo, neste dia 11 de fevereiro. Essa data foi instituída pelo Papa João Paulo II para recordar e nos fazer pensar na necessidade do cuidado e atenção com todos os enfermos do mundo. A enfermidade é algo próprio da natureza humana, ora ou outra estamos ou estaremos doentes e ninguém pode escapar disso.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas acima de tudo, percebemos que o próprio Jesus tinha um olhar atento a essa condição de fraqueza e limitação. Jesus pede que cuidemos de cada enfermo, mistério da redenção divina. No próprio Evangelho de São Mateus, Jesus apresenta o juízo final como uma avaliação daqueles que se aproximaram dos enfermos, dizendo: &#8220;Eu estava enfermo e cuidaste de mim&#8221;. O texto segue com o questionamento dos justos: &#8220;quando foi que estava enfermo?&#8221; E Jesus afirma: &#8220;O que foi feito àquele pequenino foi a mim que o fizeste&#8221; (Cf. Mt 25, 35-40).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante dessa realidade, percebemos que no enfermo está um mistério da presença escondida de Jesus, um Jesus sofredor, esquecido, enfraquecido. Tudo que fazemos aos doentes fazemos ao próprio Deus. Fato este que levou muitos homens e mulheres ao caminho da santidade, como por exemplo São Camilo de Lellis, Santa Tereza de Calcutá e tantos outros que cuidaram dos doentes. Mas também tantos outros homens que se encontraram com Jesus na doença, assim como Santo Inácio de Loyola, São Peregrino, São Roque.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A doença é uma oportunidade de amadurecimento e não um ponto final. Recordo-me que quando fiz o tratamento de câncer, tinha muito medo da morte, até ouvir de um padre que a doença não é sinônimo de morte, mas sim de crescimento, desafio, descoberta e amadurecimento. Não podemos sofrer de vésperas e, por causa do medo, nos preocuparmos com aquilo que ainda não aconteceu. Ao contrário, devemos nos entregar a Jesus de todo coração, principalmente, nossas dores e nossos sofrimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Todo e qualquer enfermo vive um misto de emoções e aqueles que estão ao seu redor devem ajudá-lo com otimismo cristão. É preciso compreender que a doença é uma passagem e não um ponto final, por isso o doente não deve deixar de viver e sonhar. Quem o acompanha precisa alimentar nele essa esperança de viver, mesmo em condições adversas e limitadas. Na minha doença nunca deixei de passear e fazer coisas simples do dia a dia, que faziam com que eu me sentisse vivo.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quero deixar aqui as minhas orações aos enfermos e aos cuidadores para que tenhamos a certeza da presença e do consolo de Jesus, que conhece todas as coisas, sofre conosco e cuida de nós.&nbsp;Deus te abençoe!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>*</em><strong><em>Padre Rafael Vitto</em></strong><em> é missionário da Comunidade Canção Nova</em> / Foto: Bruno Marques</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Instagram:&nbsp;</em><a href="https://www.instagram.com/padrerafaelcn/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>(@padrerafaelcn)</em></a></p>
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