Show de Fafá de Belém impulsiona economia local e fortalece comércio criativo em Contagem
Com o objetivo de proporcionar arte, cultura e entretenimento, de forma gratuita, para todos os cidadãos contagenses e visitantes, o show da Fafá de Belém trouxe alegria e brasilidade para Contagem, no sábado (16/5). Além do lazer, o evento também promoveu a movimentação da economia local, gerando empregos, renda e oportunidades para pequenos empreendedores, fortalecendo o comércio local.
Uma pesquisa feita pela Superintendência de Turismo de Contagem, com 218 entrevistados, mostrou que a predominância de participantes do show ficou entre 31 e 40 anos, seguida das faixas de 41 a 50 e 51 a 60 anos. O principal motivo para comparecer ao evento foi o lazer/passeio, apontado por 87,2% dos entrevistados.
Apesar da maioria do público ser moradora de Contagem, o evento atraiu pessoas de cidades vizinhas, como Belo Horizonte, Betim, Esmeraldas, Pedro Leopoldo e Divinópolis, e até de outros estados, com destaque para Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro, ampliando o alcance turístico-cultural da programação, reforçando o caráter regional e comunitário da programação cultural da cidade.
Os gráficos demonstram a renda média dos entrevistados e a estimativa de gastos pretendidos durante a estadia na cidade, respectivamente – Fonte: pesquisa da Superintendência de Turismo/PMC
No aspecto econômico, a pesquisa apontou movimentação relevante no comércio local e na Feira de Economia Solidária. Entre os visitantes que responderam às questões sobre permanência e consumo na cidade, 46,6% afirmaram intenção de gastar entre R$ 0 e R$ 100,00 durante a estadia em Contagem, enquanto outros grupos declararam gastos entre R$ 101,00 e R$ 500,00, indicando circulação direta de renda em bares, alimentação, transporte e pequenos empreendimentos locais.
“Eventos como esse impulsionam diversos setores da cidade, pois os comerciantes
têm a oportunidade de ampliar suas vendas, alcançar novos públicos e mostrar a
qualidade do trabalho desenvolvido em Contagem. Nosso objetivo é criar oportunidades
para que as pessoas possam gerar renda e fortalecer suas atividades.”
Secretária de Trabalho e Geração de Renda, Daisy Silva
A Economia Solidária (Ecosol) teve o seu lugar reservado na festa, e contou com 16 barracas, entre artesanato e comidas, expondo e comercializando produtos. A empreendedora, Dercilia Ildefonso, 58, estava vendendo macarrão na chapa e reconheceu a importância dos eventos na cidade. “É muito importante expandir nosso público, pois nas feiras ficamos um pouco limitados às pessoas de uma determinada região. Em atividades assim, atendemos muitas pessoas, até de outras cidades. Trabalhamos bem mais, mas a recompensa é maior”.
Além da Ecosol, 30 vendedores ambulantes, cadastrados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (SMDU), 11 na categoria alimentos, 12 na bebidas industrializadas e sete na de brinquedos e acessórios festivos, também participaram do evento.
“A Prefeitura de Contagem leva eventos culturais gratuitos à população e, ao mesmo tempo,
fortalece o pequeno empreendedor. Criamos um banco de credenciamento de ambulantes
para atuarem de forma organizada nesses eventos, gerando renda e oportunidades
para os trabalhadores, enquanto ampliamos a oferta de alimentação e produtos para o público.”
Subsecretário de Atividades Urbanas, Wilson Benevides.
A vendedora ambulante Ariane Campos, 30, esteve presente com o seu carrinho de doces, e destacou a importância do incentivo da Prefeitura para os comerciantes locais. “Acho muito importante essa oportunidade, pois assim como eu, vários pais de família sustentam seus filhos com esse trabalho”.
Empreendedores solidários e ambulantes aproveitam os eventos para expandir o alcance da venda de produtos e fortalecer a geraçãoo de renda – Fotos: Luci Sallum/PMC (1 e 4), Selena Souza/PMC (2) e João Pedro Alcântara (3)
Erika Bittencourt, 51, levou a sua mãe para o show com a Fafá de Belém, e não deixou de prestigiar o comércio local. “Sempre que venho nos eventos da Prefeitura, não deixo de comprar algo para comer ou beber com as barraquinhas ou com os vendedores ambulantes. Tudo sempre muito gostoso e de ótima qualidade!”.
Os resultados reforçam o papel do investimento cultural como estratégia de desenvolvimento econômico e valorização dos empreendedores locais. Além de ampliar o acesso da população à cultura, eventos de grande porte fortalecem a economia criativa, movimentam a cadeia de serviços e consolidam a Economia Solidária como espaço de geração de renda e visibilidade para produtores e comerciantes da cidade.
Fonte: SECOM/PMC
