Centro Materno Infantil de Contagem terá um investimento de mais de R$10 milhões
APÓS EMERGÊNCIA POR SÍNDROMES RESPIRATÓRIAS, MUNICÍPIO AMPLIA LEITOS, EQUIPE E SUPORTE ASSISTENCIAL
Diante do aumento expressivo dos casos de Síndrome Respiratória e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre crianças, na quinta-feira (9/4), gestores municipais realizaram visita ao Centro Materno Infantil (CMI) de Contagem para acompanhar de perto as ações emergenciais adotadas pela rede. Entre as estratégias de enfrentamento adotadas pelo município estão a abertura de 10 leitos de CTI pediátrico no Centro Materno Infantil, a contratação de novos médicos para reforço nas UPAs e no CMI e a disponibilização de uma ambulância exclusiva para o transporte de crianças em estado grave entre as unidades de pronto atendimento e o Centro Materno, em um investimento superior a R$ 10 milhões.
A medida integra o conjunto de ações após o decreto de emergência em saúde pública, publicado na última terça-feira (07/04), e busca ampliar a capacidade de atendimento diante da crescente demanda por internações pediátricas registrada desde o início deste ano. Durante a visita, profissionais e autoridades
da área da saúde no município verificaram o funcionamento dos serviços e o reforço assistencial implantado. Atualmente, os casos moderados e graves seguem concentrados na enfermaria e no CTI do Centro Materno Infantil, que opera com 100% de ocupação. O prefeito de Contagem, Ricardo Faria destacou, durante a agenda, a importância das ações emergenciais para garantir assistência às crianças, especialmente nos casos mais graves, além do reforço na estrutura de transporte e atendimento em toda a rede. “O investimento na ampliação dos leitos e no suporte assistencial é fundamental para garantir o atendimento imediato às crianças que apresentam agravamento do quadro clínico, além de fortalecer toda a rede, desde a atenção básica até o atendimento de urgência”. O avanço das síndromes respiratórias em Contagem acompanha a circulação de diferentes vírus identificados na cidade, como H3N2, SARS-CoV-2, Influenza A e Rinovírus. Neste ano, 36% dos casos de SRAG foram registrados em crianças de até 5 anos, enquanto 26,3% ocorreram em idosos. Atualmente, o Centro Materno Infantil opera com todos os leitos ocupados, refletindo a pressão sobre a rede de saúde. A Prefeitura reforça que a ampliação da capacidade, aliada às ações de prevenção como a vacinação contra a influenza, é fundamental para conter o avanço dos casos e reduzir internações e óbitos.
Fonte: SECOM / PMC
Foto: Luci Sallum/PMC
